Fotografia: Cristiano Prim
SOM por Diogo de Haro / SOUND by Diogo de Haro

Sala

por Fernando Boppré

A CASA tem sala. Porta de entrada e saída; centro e passagem. Caixa de reverberação: utensílios de jantar reviram-se em aparelho sonoro. Gente se espalha pelo sofá, Diogo de Haro cutuca copos, alisa pratos, invade cumbucas. Som e fúria. Sala é livro aberto para inscrições com TV de outrora de imagens lisas, corridas, manifestações do nada. O telefone toca e o inesperado do outro lado pergunta de quem é esta casa, quem faz música, afinal de contas, o que se passa ali? É casa de maluco, por isso mesmo não tem nome nem dono. É simplesmente, a CASA.

Living Room

by Fernando Boppré

The house has a living room. Entry and exit door; centre and passage. Repercussion box: dinner set turns into sound device. People scattered in the couches, Diogo de Haro pokes glasses, smooths dishes, invades bowls. Sound and fury. The living room is an open book for inscriptions of flat images from an old TV, worn, manifestations of nothing. The phone rings and on the other end of the line the unexpected asks: Whose is this house? Who does the music? And in the end What happens there? It’s a nuts house, that’s why it doesn’t have a name or an owner. It’s simply The HOUSE/CASA.