Fotografia: Cristiano Prim

Quarto 2

No escritório, por Christiano Scheiner

Disco de vinil no aparelho. Escolho entre as possibilidades algo como Música Popular Brasileira e começo a teclar nos três modelos de antigas máquinas de escrever, as teclas duras contrastam com o oposto na escrivaninha: num notebook o vídeo da digitação rápida, delicada e macia, onde não temos acesso.
O vídeo expõe a ironia entre a vontade de escrever e a tecnologia ultrapassada. O risco que corremos é o de silenciarmos. Da casa, o escritório é o “objeto” mais contraditório, onde o corpo está exposto de vontades como jogar num jogo de xadrez sem peças: a visão que se tem não é a de um tabuleiro completo, em algumas partes “brancas” vídeos de dois jogadores numa duna, a solidão do não-jogo: dois jogadores sem peças refletindo sobre o ataque e a defesa. A utilidade do xadrez mais uma vez nos coloca em vias de incapacidade. Nesta semelhança irônica dos vídeos em relação ao contexto inserido, semelhança de inutilidade existencial, somos denunciados de outra coisa ainda: a de a sermos menos observadores e mais observados.

Room 2

In the office, by Christiano Scheiner

The sound of vinyl disc. I choose among the possibilities something like Brasilian Popular Music and start typing in the 3 models of old fashioned typewriters, a contrast to the hard keys on the desk accross the room, where is a video of a soft, delicate and fast typing that we can’t access. The video shows the irony between the desire to write and outdated technology. We take the chance to be silent.
In the house, the office is the most contraditory “object”, where the body is exposed to desires, like playing chess without pieces: we don’t see a complete chessboard, in some white squares there’s the videos of 2 players in a sand dune, the solitude of “not playing”: 2 players without pieces thinking about attack and defense.
The usefulness of chess once more put us on the verge of failure. In this ironic similarity of the videos related to the context,resemblance to existencial uselessness,we are exposed to another thing: to be less observers and more observed.